quinta-feira, março 18, 1999

Por extenso...

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Os meus dedos já não encontram as palavras e as mágoas divorciam-se dos segredos que as faziam sentir-se nuas.
Há mares no horizonte das minhas mãos e gritos loucos nos cantos mais recônditos da minha pele.
Preciso-te tanto que me desamarro deste corpo para poder renascer em asas brancas. É assim, amor, que levanto os pés da terra e desacredito o chão de mim mesma. Ascendo, então, aos céus e plano, em comunhão com os meus sentidos, por sobre os teus sonhos, enquanto emito o som divino dos coros celestiais do amor-céu-pequenino...
Não sou mais lábios, braços ou destino. Sou antes o reflexo dos sonhos, dos sussurros e dos gritos que derramas em mim... peregrino, caminhante, cavaleiro, amigo e amante!
Não mais me pertenço e me abrigo no jorrar intenso das lágrimas quando desertificas, de ti, o meu peito. Antes me sei tempestade, brisa, corrente ou simples partícula viva - pedaço de lava escaldante que somente em ti se atiça e no ar se consome!
Encontrasse eu as palavras e, com elas, te cantaria, desacorrentada de regras, desnuda de âncoras e vestes, mas plena de fantasias!...
Ahhh... encontrasse eu as palavras para te falar de um sonho que me traz de volta à terra... em direcção aos teus braços!...
Cris ( Sussurros fora do tempo )

1 comentário:

sandrocardosodecarvalho@yahoo.com.br disse...

Posso sentir tua presença mesmo sem conhece-la!
Sandro Carvalho