Fotografia de Jos� Lopes




Meus amigos,
Venho agora aqui, a meio do intervalinho que afinal é um pouco mais longo do q eu tinha previsto, para agradecer a todos/as o carinho q me têm dado, quer aqui ou através do mail ou do telefone.
Sinto por isso q devo a todos uma pequena justificação pela minha ausência.Fui operada à vista para corrigir a minha miopia e a operação faz-se em duas etapas. Desta vez foi o olho direito e no dia 21 será o esquerdo. Correu tudo bem, mas o facto de ter apenas um olho operado provoca-me uma disfunção visual e eu tenho mt dificuldade em ler e em escrever.
Volto logo que consiga demorar menos q uma hora a ler ou escrever um texto deste tamanho. Prometo!
Cris
Amigos,
Vou estar ausente por 2 ou 3 dias. Uma pequena intervenção cirúrgica, mas nada de grave!Volto logo, logo!Até lá um beijinho a todos!
Cris

Cobría-nos um manto de mar e de céu... nas gargantas tremia-nos a vontade de um abraço, socorro de um beijo naufragado pela urgência de lábios.
A paisagem era sol e a estação , a dos aromas das areias a dançar por entre as ervas das dunas ao som da brisa morna de uma manhã morrente...
Não há jardins na beira do mar, mas tu viste-me flor a desabrochar e nas palavras que eu não disse ouviste a minha alma a cantar... Soubeste, então ser sonho e mãos e beijos... Soubeste ser maré e corrente e barco no mar... Soubeste ser da cor do sol poente e eu quiz saber nascer em ti, mulher luar...
Não sei onde acaba, agora, a tua pele e começa o meu corpo... Não sei onde terminam os teus beijos e começam os meus lábios... Não sei onde o teu caule sou eu já a abrir em flor... Sei apenas que gosto de permanecer em ti e que só sei chamar-te de meu amor!
Cris ( Do ventre do mar)

Fotografia: Alfredo de Sousa Ventura



Apetece-me o rubro dos teus lábios e o doce silvestre da tua saliva no salpicar dos meus desejos...
Podem os teus dedos perder-se nas marés dos meus cabelos ao vento e a palma das tuas mãos trilhar o fundo do meu peito em desalinho enquanto nos meus ombros nasce a procura da tua pele-pêssego da cor da vontade e da loucura...
Podem os teus braços desfazer a fronteira entre a lucidez e o desvario e perder-me eu neles como barco à deriva sem norte e sem caminho...
E podem os teus olhos adentrar os meus segredos e inundá-los de carinho. Podem dizer-me em surdina q há lugares no avesso de nós que sabem a abrigo e a magia...
E mesmo assim, amor, é a amoras silvestres que eu quero hoje o sabor do teu beijar!...
Porque me apeteces, hoje, nas cores que se deitam, ao entardecer, no colo do mar. Porque te quero, agora, na urgência do vermelho rubro do morango que, ao trincar, se desfaz na mais fresca das fragâncias como se fora a espuma branca do mar... Porque te amo em cada gesto, em cada cor, em cada aroma... em cada olhar!...
Dizer-to é simples, mas eu prefiro que o sintas a cada instante da vida e o vejas escrito no céu da minha boca a cada momento em que te beijar!...
Escuta.... ao fundo, baixinho... ouve-se o mar!...
Escuta...
Cris ( Dos meus lábios nasce a noite )


Um dia chamei-me Lua...
Foi quando os teus dedos encontraram nos meus olhos dois pedaços de luar e nos teus viste reflectida a cor do mar, num sorriso nu, nascido de um eco do firmamento que eu n consegui guardar.
Fizeste de um canto do mar o leito do verbo amar e eu vi no teu corpo a caravela que em sonhos me levaria aos braços das estrelas com q eu queria dançar... Dos teus ombros nasciam velas brancas que roçavam de leve a brisa que me enlevava no ar nas voltas de uma valsa que tinha por ritmo o marulhar dos teus lábios nos meus... Num segundo perdi o rumo do mundo e subi ao ponto mais alto dos céus ...
Lá estava a Lua... pedaço inerte de matéria, árida, triste, nua... E eu, que te queria dar o universo, ao vê-la ali tão só, vesti-me dela e fiz-me tua!
E porque dos meus olhos nascia a vida, aquela Lua, agora raínha tua, já sorria...
Um dia... chamei-me Lua!
Cris ( Dos meus lábios nasce a noite)




Se eu pudesse, escolhia-vos a todos... mesmo q a seguir me chamassem três nomes feios e me rogassem uma praga ao PC, para eu n vos dar TPCs destes, mas só me pediram 3 nomes...
Mas n se preocupem, que o nosso Alexandre Sousa tem uma relação de amor-paixão com os livros e um dia destes dá-me mais um destes rebuçados e eu, que sou um coração de manteiga, destribuo-os outra vez convosco! ehehehehhe

